domingo, setembro 24, 2006

Crítica de um dos jurados do programa America´s Next Top Model (Sony) às fotos de uma das modelos: Dá para perceber que você está cheia de pensamentos na sua cabeça. Dá para ver que você está pensando!

Santa Teresa
Quero descobrir sozinho ou conhecer por você me contar todas suas vaidades vãs que esconde. Quero ser o primeiro a adentrar e decifrar o labirinto de idéias e preconceitos que de maneira tão eficaz faz questão de esconder. Quero dobrar seus medos em sentimentos intensos e de aparente eternidade, por serem grandes demais para se extinguirem. Quero, por fim, te ser não o primeiro, mas o último da permanente busca pela ânsia que só aumenta a certeza de viver provocada pelo amor.
eu sou o contrário

eu quero esconder
e não mostrar
eu quero sentir
e não falar
quero viver
e não contar
eu quero você
só para amar
eu ia escolher um texto, mas vai o autor... muito bom... todos valem a pena: http://www.cracatoa.com.br/2005/carpinejar/index.php
papai do céu, que eu esteja sozinho, mas nunca com alguém que comigo não quer estar.

sábado, setembro 23, 2006


Prova número 2 do privilégio

Quer privilégio maior do que o chalrar de tucanos na varanda de casa?

sexta-feira, setembro 22, 2006

Divina Dama
Chico Buarque
Composição: Indisponível


Tudo acabado e o baile encerrado
Atordoado fiquei
Eu dancei com você, divina dama
Com o coração queimando em chama.

Fiquei louco, pasmado por completo
Quando me ví tão perto de quem tenho amizade
Na febre da dança sentí tamanha emoção
Devorar-me o coração.

Divina dama...

Tudo acabado e o baile encerrado
Atordoado fiquei
Eu dancei com você, divina dama
Com o coração queimando em chama.

Quando eu vi que a festa estava encerrada,
que não restava mais nada de felicidade.
Joguei-me nas cordas da lira de um trovador
Condenando o teu amor

Tudo acabado...

quinta-feira, setembro 21, 2006

Dadinho é o caralho! Meu nome é Zé Pequeno, porra!

quarta-feira, setembro 20, 2006

O centro da cidade é um zoológico humano. E dos mais divertidos.

terça-feira, setembro 19, 2006


Parque das Ruinas - Santa Teresa
Choveu então por dias. Uma inimaginável quantidade de água era despejada do céu sobre os moradores da vila. Ninguém haveria de passar por este quase dilúvio sem se molhar. E quando a água dos céus se acabou, o povoado foi tomado por um frio nunca antes visto. Tal era o desconforto que em todas as casas a luz do quarto de costura permaneceu por toda a noite acesa, com as senhoras cosendo trajes adequados. Na manhã seguinte, as senhoritas e crianças desfilavam pelas ruelas suas novas roupas de frio. A vila nunca haveria de ficar tão linda novamente.

domingo, setembro 17, 2006

o ego é o maior inimigo do homem.
"I would rather have had one breath of her hair, one kiss of her mouth, one touch of her hand, than an eternity without it."

sábado, setembro 16, 2006


Santa Teresa

Só os vivos se abalam
"Era tão premente a paixão restaurada que em mais de uma ocasião eles se olharam nos olhos quando se dispunham a comer e, sem se dizerem nada, tamparam os pratos e foram morrer de fome e de amor no quarto."
GGM, Cem anos de solidão

quinta-feira, setembro 14, 2006


Ja morreria mais feliz

quarta-feira, setembro 13, 2006


Paco Imperial
Acordou então naquele dia com uma sensação de missão cumprida, sem saber qual. Foi tomado por uma leve angústia que se fazia física em todo seu corpo. Constantes e incômodos pulsos fluíam por sua espinha, de cima abaixo, não dando trégua um minuto que fosse. O estômago em revolta o impedia de comer com prazer, enquanto um leve enjôo parecia pedir por comida constantemente. A dúbia sensação o acompanharia por todo o dia. O mais desconfortável alívio. E assim foi contando regressivamente as horas para o fim do dia. Estavam em doze e demorariam a passar. Abriu um livro, seu favorito, mas não conseguia se concentrar por um parágrafo que fosse. Ligou a tv exclusivamente pelo barulho. Botou uma música para tocar. Nada ajudava o tempo passar. Pensou nela e resolveu sair para andar naquela vizinhança tão conhecida sua, mas tão cheia de novidades sempre. Não conseguiu perceber nada de diferente, talvez pela primeira vez desde que se mudara para lá. Comprou um doce, mais pela glicose que seu corpo urgia. Seguiu caminhando e entrou no cinema. Sentou por dois filmes inteiros e não era capaz de lembrar uma cena sequer. Nem mesmo os títulos dos filmes conseguiu guardar. Tomou o rumo de casa, diminuindo o ritmo dos passos para que o tempo andasse mais depressa. O banho lento ao chegar foi seu primeiro momento de prazer do dia. Deitou-se. Abriu um livro de contos e voltou a esperar as horas passarem. Dormiu até o meio do dia seguinte. Acordou sem a sensação do fim, como antes, e sem a angústia física que o atormentara. A ressaca o tinha deixado.

quinta-feira, setembro 07, 2006

O artista é essencialmente egoísta em sua criação. Fundamentalmente auto-suficiente. Impreterivelmente irresponsável com tudo senão sua obra.
Tanta coisa aconteceu. Tenho tanto para te contar. Da lua minguante na noite de vento quente e céu estrelado. Do show em que o guitarrista famoso arrebentou a corda da guitarra ao tocar o acorde errado. E mesmo assim foi a melhor interpretação da sua música favorita que eu ouvi. Da areia da praia estalando quando eu, descalço, andava. Do cheiro do manjericão com tomate, frescos e refogados. Da flor que nasceu da orquídea que você escolheu. Do gosto salgado da lágrima chorada de felicidade por mais uma etapa passada. Tantas coisas mais que queria contar sem escrever. O que quero é te falar. Diz-me, amor, quando vai voltar?
Foi assim de imediato. Olharam-se, mas não de repente. O encontro já era esperado. Mas sentiram sem querer o mesmo desejo. Enquanto a noite caía, a vontade de se terem só fazia aumentar. Mas continham o crescente ardor, resultando em forte tensão no ar, que chegava inclusive a incomodar. Ele já tinha feito um nó nos músculos das costas, que agora doía. É difícil disfarçar tanto querer. Ela tentava enganar sorrindo, mas era evidente o desconforto. A paciência foi diminuindo e até a leves farpas trocaram. Culpavam-se um ao outro pela falta de coragem de falar. Ele era tímido e, perto dela, inseguro. Ela, extrovertida e segura somente com ele. Enquanto ele só queria ter coragem de se declarar, sobrava a ela medo de se entregar. De depender. Achava que a liberdade era não se apegar. E queria ser sempre livre. Ele se via preso sem confessar. Via nela sua chance de tirar aquele fardo de si. A escolha de estar ali, com ela, já o fazia sentir independente. Mesmo que à vontade dela se submetesse, eram escolhas conscientes as dele. Ela reagia por instinto. Queria fugir daquele porto. Não podia abaixar a guarda. Sempre fora arredia, mas antes por desconforto. O medo agora era conhecer um jeito novo de se relacionar. Era ter alguém em quem confiar. Até que se deram as mãos, para que ele a ajudasse a pular. Apesar da inicial insignificância do gesto, as mãos não quiseram mais se soltar. Olharam-se e se perceberam por inteiro. Ele, agora seguro de si, aproximou seus lábios aos dela, mas sem perder seus olhos. Ela temeu. Tremeu. Viu toda sua proteção desabar. Sentiu-se frágil como sempre quisera evitar. Era tarde demais para conter. O momento à iminência do beijo já tornara inevitável tudo mais que estava para acontecer.
Frio grande, cobertor no sofá, fondue na lareira, vinho e uma boa companhia. Faria isso todos os dias muito feliz.

segunda-feira, setembro 04, 2006

O difícil nesta vida é se contentar em viver na vila tendo conhecido a cidade grande.

domingo, setembro 03, 2006

Mulher apaixonada é a coisa mais linda do mundo!

sexta-feira, setembro 01, 2006

Eu quero o meu bem

Bruna Demaison

O que primeiro se aprende na vida não é respirar, nem chorar sem pudores quando algo incomoda (isso inclusive é o que se desaprende com o tempo). Antes de qualquer um nascer, e até sob as piores condições, o que se aprende é amar. O que vem depois, durante o inexplicável período em que passamos vagando pela Terra em busca de nem sei o quê, é que nos faz desaprender as coisas que fazíamos por instinto. Andar que nem um dinossauro sabendo que antes de cair alguém vai nos segurar é uma delas. Desinventamos o amor que era tão simples, dificultamos a existência. Por desvios no caminho, nos falta a lição do ceder, do perdoar, do entender, e publicam-se milhares de linhas sobre o que ninguém nunca precisou ensinar, porque amar, isso todo mundo sabia.

Eu hoje não quero o seu amor, se isso é tudo o que você pode me dar, pega e leva para longe daqui, para alguém que aceite pequenos pedaços de afeição em esporádicos instantes de sobriedade. Eu quero a sua vontade.

Amor é pouco se é só isso. Se não vem com um exército de sentimentos inatos, ele não vai dar conta. Gostamos de alguém por motivos inexplicáveis, que fazem com que duas pessoas no meio de um milhão se olhem e sintam uma estranha vontade de se unir. É preciso muita disposição para conviver porque tem tudo para dar errado, são exigências demais, duas vontades diferentes se equilibrando o tempo inteiro em nome de quê? De amor, que é a razão mas não o processo. Para o processo, precisa de mais, e a decisão de dar ou não mais é puramente racional. Não se trata de simbiose, eu quero a sua cumplicidade.

Sou eu com quem você conversa por horas sem cansar, que te faço rir, que sou o colo mais gostoso onde você relaxa e quem todos os dias te seduz impulsionada por esse olhar desejoso de quem não quer me perder, então pensa rápido. Porque essa mulher que conquistou seu coração quer mais do que o peso do corpo que desaba na cama saciado e exausto. Não é culpa do mundo, como se ele não fosse feito de opções pessoais, nem é por você ser assim e pronto, como se fosse fruto de uma força externa, temos escolhas a fazer. Se tudo é mais importante do que eu, fica com o tudo, o tudo sem mim. Eu quero a sua coragem.

Eu quero tanto quanto posso dar e dou porque consigo e consigo porque acredito que ninguém se une por falta de espaço para morar. Saber do amor não basta, eu preciso dos beijos, não há nada mais solitário do que um amor que não se cumpre. Preciso estar bem com essa bizarra sensação de que a sua presença completa o meu dia mesmo que, além do seu abraço, eu precise de comida, de trabalho, de desafios, de aplausos e de um armário lotado, você é meu entretenimento mais sério e carinhoso. Não é seguro lá fora e é bom ter uma mão para apertar. Eu quero a sua certeza.

Não farei nada além para impedir que, em algumas desculpas, você ponha abaixo a nossa construção. Não vou gritar na sua cara para provar que não se sai amando por aí como se fosse corriqueiro, não vou te bater para aliviar a raiva que me dá saber que isso não é justo. Então sai daqui agora, não se despede e nunca, nunca, olhe para trás porque eu não vou mais estar aqui esperando. Pode ir, mas sai assumindo o seu ato. Vai ciente de que ninguém nos impõe caminhos, somos todos cem por cento responsáveis pelo que decidimos. Me deixa, mas lá na frente, quando o peso do arrependimento esmagar a sua cabeça e o coração não sair nem com um grito de dor, reafirma para você mesmo que, sim, desperdiçou o amor de quem te queria por incapacidade de mudar.

em www.tribuneiros.com

Essa garota é sensacional!!!
a que eu quero existe
mas resiste
tem nome
que eu chamo
mas some
levando meu plano
de beleza singela
é linda
de palavras contidas
desatina
mas me deixa esperando
um sinal qualquer
para largar todo o resto
e viver amando